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  • Reajuste de combustíveis gera reclamações de consumidores

    No primeiro final de semana após aumento, novos preços desagradaram. O anúncio foi feito pela Petrobras na semana passada.

    No primeiro final de semana após o reajuste dos combustíveis anunciado pela Petrobras no último dia 30 o descontentamento dos consumidores é visível quando o assunto é o aumento. O preço nas refinarias para a venda da gasolina aumentou 6,6% e para o diesel 5,4%. O repasse já foi feito às bombas e a porcentagem não mudou muito.

    Os primeiros a sentirem os preços puxados são aqueles que trabalham com o transporte de cargas. De acordo com o Diretor Operacional da Cooperativa de Transporte e Logística do Alto Tietê (Cotralti), Willian Alberto dos Santos, tudo que chega aos lares das pessoas vem de caminhão, por isso, o aumento será sentido no bolso de todos. Ele explica que este efeito dominó ocorre a longo prazo, primeiro quem fica no prejuízo é a transportadora, porque não repassará o reajuste integralmente. O frete deve subir 3% no máximo. "Muitos contratos já estão fechados, por isso, os transportadores e os autônomos vão absorver este prejuízo e repassá-lo aos clientes gradativamente", explicou.

    Para quem tem carro particular, a insatisfação também é notável. Antes do reajuste o valor mais caro do litro da gasolina não passava dos R$ 2,79 em Mogi das Cruzes, segundo pesquisa da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Atualmente, um posto de combustíveis que vende gasolina a R$ 2,84 está na média. Em alguns locais, o motorista chega a pagar até R$ 2,90, de acordo com apuração feita pelo Diário TV.

    O técnico eletrônico, Dalan dos Santos da Silva, afirma que sentiu no bolso o reajuste. "Eu já percebi muita diferença, questão de bolso mesmo".

    De acordo com o economista Luiz Edmundo, o aumento nas bombas deve ficar entre 6% e 7%, pois foi este o reajuste nas refinarias. Ele afirma que nos próximos meses o comportamento do consumidor terá um peso importante na variação dos pesos. "Inicialmente há uma tendência de jogar este preço para cima na bomba, mas com o acirramento da competição entre os postos, a tendência é voltar a um patamar anterior aos índices que eles tiveram de aumento na compra na refinaria".

    Fonte: G1

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